26/08/2016

3. Leituras de Junho: Geek Girl: Agora sou chique, Holly Smale, 344páginas




Título: Geek Girl: Agora sou chique
Autora: Holly Smale
Editora: Porto Editora
Edição ou Reimpressão: 04-2016
Páginas: 344



SINOPSE:
Harriet Manners sabe muitas coisas. 
Um gato tem 32 músculos em cada orelha. 
Uma pessoa ri-se, em média, 15 vezes por dia. 
Os amendoins são um dos componentes da dinamite. 
E uma croma não pode transformar-se numa modelo… Ou será que pode? 
Mas Harriet não sabe por que motivo ninguém gosta dela na escola. 

Por isso, quando surge uma oportunidade de se transformar noutra pessoa, aproveita-a. Mesmo que isso signifique tropeçar de saltos altos e… mentir a todos os que ama. 

Será esta geek - agora chique - capaz de mudar e manter-se leal a si mesma?





Opinião:

Este foi um daqueles livros que li porque toda a gente falou dele num dos grupos a que pertenço no Facebook. Achei piada à capa e opercebi logo que aquilo seria uma teen story. Muitas das sequências lembraram-me um pouco a história da princesa Mia, a heroína que se mete em todo o tipo de peripécias mas que é admirada por todos no fim da história.

A nossa heroína é Harriet, uma croma que sabe tudo, factos estranhos e curiosos que debita nos momentos mais inconvenientes. A sua melhor amiga Nat, sonha ser modelo, mas é ela quem é escolhida como modelo para uma designer de moda famosíssima e claro conhece o “princípe encantado”. Tentando cordenar a sua vida familiar e escolar, “lutando” na escola com a sua arqui-inimiga, Alexa, Harriet vê-se envolvida numa trama cada vez mais complexa para esconder a sua condição de super-modelo.

Harriet que não percebe nada de moda, que tem de lidar com os seus dramas e os dramas da adolescência. Que fala da amizade, da beleza, das exigências da socidedade actual. Aborda também e desconstrói, o relacionamento entre enteada e madrasta, Annable e Harriet são grandes aliadas e juntas tentam “lutar” contra a “loucura” do pai de Harriet.

Um livro leve e divertido que se lê super bem e perfeito para uma tarde de verão, no entato fica aquele gosto de querermos mais uma vez que aqui temos um vislumbre do início de um romance...

Período de Leitura: 11 a 25 de Junho

Nota: 3 estrelas

23/08/2016

2. Leituras de Junho: Um verão em Veneza, Nicky Pellegrino

Título: Um verão em Veneza
Autora: Nicky Pellegrino
Ano de Edição / Impressão / 2016
Número Páginas / 336
Editora: Asa

Sinopse:
Addolorata – mais conhecida como Dolly – sabe que devia sentir-se feliz. Vive em Londres, é apaixonada pelo seu restaurante Little Italy, pelo marido e pela filha pequena. Mas algo não está bem. Dolly parece ter perdido a alegria. A vida familiar caiu na rotina e o restaurante sofre com os  sítios da moda.  A gota que faz transbordar o copo chega sob a forma de Guy Rochester – um crítico gastronómico influente que arrasa o Little Italy na sua crónica semanal.
Desejosa de aventura e com as duras palavras de Guy na cabeça, Dolly faz o impensável. Deixa Londres, o marido e a filha e parte sozinha para umas férias em que planeia reencontrar a alegria que era tão sua até há pouco… antes de a responsabilidade da vida adulta a sufocar e transformar numa mulher quase irreconhecível.
 É em Veneza que conhece a excêntrica Coco, que lhe vai abrir as portas para o modo de vida veneziano. Enfeitiçada pela cidade, pelos seus labirintos de canais, pontes e piazzas, e arrebatada pelas iguarias de fazer crescer água na boca, Dolly decide ficar até ao final do verão. Na sua busca pelos prazeres mais simples da vida, elabora uma lista das dez coisas que a deixam mais feliz.
Mas haverá algum lugar nessa lista para aquilo que deixou para trás?
Uma exuberante fusão de cores e sabores pela mão exímia de Nicky Pellegrino, uma das escritoras mais queridas das leitoras portuguesas. 


Opinião:
Este não é um livro para todos. Ou bem que gostamos e nos identificamos ou bem que achamos só um livro superfluo e igual a tantos outros.

A mim falou-me de perto, identifiquei-me um pouco com Addolorata cansada da sua rotina e um pouco perdida na vida. Identifiquei-me no sentido de ela estar tão cansada que não consegue apreciar o que é verdadeiramente importante. É um livro que fala de descoberta, da vida, de si própria, de novos ritmos, comidas e pessoas e acima de tudo de descoberta do nosso lugar no mundo.

Addolorata decide partir para Veneza, e nesse pequeno paraíso vai redescobrir-se e vai criar uma coisa inédita, uma lista de felicidade.

“(...) Ainda havia uma página em branco onde a minha lista de felecidade deveria estar, mas agora tinha todo um verão à minha frente para a preencher.
Sentia-me entusiamada de certa forma, mas também up pouco ansiosa. E se o tempo passase e nada mudasse? E se a felicidade fosse algo em que eu não era boa, como o tango?
- Leve o seu tempo. Não se esforce demasiado – foi o conselho de Coco. – A felicidade vai aparecer-lhe sorrateira. Só tem de esperar que ali está.”

Adorei esta ideia da lista. Achei muito original e concordo com Coco, a felicidade aparece nos pequenos momentos, em acções de todos os dias, em pequenos prazeres como uma boa chávena de café, uma refeição simples ou um bom livro. Addolorata começa por resumir e acrescentar itens à sua lista:

“- Então, festas, sestas, cães, Prosecco, café, tango, vizinhanças... isso é grande coisa? Com certeza, a felicidade resume-se simplesmente a saber como desfrutar da vida. – Ela olhou para mim por um momento; um daqueles olhares desassombrados que fazem com que uma pesssoa se sinta avaliada dos pés à cabeça. – Pensa que esta lista vai realmente mudar a sua vida de alguma maneira?”

Naquele momento Addolorata pensa que a lista lhe traz algum conforto no entanto não lhe traz as respostas que ela tanto procura. Ela sente-se feliz por aquilo que Veneza lhe dá no entanto está somente a adiar tudo aquilo que deixou em Inglaterra, a sua vida pessoal e profissional.

“Foi algo que Coco tinha dito uma vez que me ajudou a passar aquele longo dia de vigília e de esperança. Nao posso mudar o passado e desfazer os meus erros. Só posso ir para a frente com a minha vida. Ir para a frente e continuar a tentar. É só o que qualquer um de nós pode fazer. “

E naquele momento Dolly só quer conhecer Veneza, os seus habitantes e levar-nos num verdadeiro roteiro turístico e não turístico e fazer-nos ver e conhecer a verdadeira Veneza, com as suas ruelas, cheriso e sabores. Adorei a descrição da livraria Acqua Alta e confesso que gostei da perspectiva da autora de abordar a cidade do ponto de vista dos habitantes locais e não turístico.

E termino a resenha com uma das minhas citações favoritas:

“Havia uma razão para eu não apreciar o que tinha – queria algo diferente. Não um novo marido nem mesmo um novo trabalho, mas uma vida que mudasse, uma vida em que cada minuto de cada dia não estivesse já destinado, planeado. E sempre fora possível; só que eu estava demasiado atolada na rotina para o ver.
O problema de perseguir a felicidade é que ela tende a afastar-se a dançar e a manter-se a brilhar fora do nosso alcance, algures à distância. O truque é aprender a fazer uma pausa, a reparar que está ali e a deixá-la entrar. É claro qye está longe de ser fácil e en não sou ainda propriamente uma especialista, mas sei agora desfrutar melhor dos pequenos prazeres de todos os dias (...)”

Não vou contar mais nada sobre o livro, este é um daqueles que digo só lido e o importante é mesmo apreciar os pequenos prazeres de todos os dias...

Nota: 5 estrelas

Período de leitura: 7 a 11 de Julho

17/08/2016

1. Leituras de Junho: As lições do amor, Lorraine Heath




Título: As Lições do Amor
Auutora: Lorraine Heath 
Edição ou reimpressão: 04-2016
Editor: TopSeller
Páginas: 240

SINOPSE
Autora vencedora do Prémio RITA para Melhor Romance

Lady Grace Mabry tem tudo o que uma donzela debutante pode desejar: é bonita, inteligente, vem de boas famílias e possui um dote bastante valioso. No entanto, Grace desconfia dos inúmeros pretendentes que a cortejam, pois acredita que muitos estão apenas interessados na sua riqueza.
Para a ajudar a perceber se os interesses dos seus apaixonados são genuínos, Grace procura o seu amigo de infância, o Duque de Lovingdon. Sem qualquer fé no amor desde que perdeu a família, Lovingdon vive uma vida de libertinagem e prazer. Conhecedor dos jogos e estratagemas para conseguir a atenção de uma mulher, Lovingdon só tem de ensinar a inocente Grace a diferenciar as emoções falsas das verdadeiras.
Mas mal as lições começam, Lovingdon depara-se com um jogo demasiado perigoso, que parece não conseguir controlar…
Conseguirá o Duque abrir o seu coração inteiramente ou irá perder aquela que descobriu que ama?



Opinião:

Um romance histórico algo diferente... muito diferente, com uma protagonista forte e com uma temática algo fora do contexto para romances de época.

Uma heroína e um herói ambos marcados pela tragédia e pelo sofrimento e que descobrem ser capazes de viver para além da dor após um percurso algo acidentado para se reencontrarem. Não conhecia a autora, Lorraine Heath, e vejo que a Topseller está em constante procura de novos autores, uma aposta que me quer a mim parecer foi certeira! A escrita é muito fluída e de fácil leitura.

Grace foi uma protagonista muito astuta, recorrendo ao seu amigo de infância, também o seu primeiro amor secreto, tenta encontar um marido e no processo Lovingdon apercebe-se que a sua amiga de infância cresceui e se tornou uma bela mulher. No entanto ele é cínico em relação ao amor e vai tentar empuurrar Grace para alguém mais apropriado que ele, um homem boémio, mas que esconde um grande sofrimento.

Um romance histórico diferente, a focar um tema que hoje em dia é infelizmente muito abordado, o cancro, mas que nos dá conta de uma história que não podia deixar de ter um final cor de rosa.

Período de Leitura: 6 a 7 de Junho

Nota: 4 estrelas

04/08/2016

6. Leituras de Maio: Jardim de Alfazema, Jude Deveraux


Título: Jardim de Alfazema
Autora: Jude Deveraux
Edição ou reimpressão: 06-2010
Editor: Quinta Essência
Páginas: 354


Sinopse:
Uma jovem herda uma mansão histórica e as chaves para decifrar um mistério. Será que o amor também faz parte de tão surpreendente legado?

Jocelyne Minton é uma mulher dividida entre dois mundos. A mãe estudou em colégios particulares e frequentava as melhores salas de chá, mas acabou por casar com o biscateiro local. 
Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca - até que conhece Edilean Harcourt que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém. 
Quando Miss Edi morre, deixa à amiga todos os seus bens, incluindo uma histórica mansão do século XVIII e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Joce fica chocada ao saber que a mansão e o futuro amor da sua vida se encontram em Edilean, de que nunca ouvira falar. Curiosa perante esta reviravolta do destino, Joce muda-se para a pequena cidade , decidida a dar um novo rumo à sua vida. 
Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes lhe revelam parte da sua história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor… 
Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade e dá início a uma extraordinária série centrada em Edilean.



Opinião:
Comecei a ler esta saga porque confesso sou uma leitura de fases e temáticas... gosto de romance histórioco, então leio uns quantos livros seguidos. Depois farto-me volto-me para uma leitura mais contemporânea... meto pelo meio uns thrillers mas acabo sempre por voltar aos romances!

Já tinha lido um livro da Jude Deveraux mas não faz parte desta série, aliás quando descobri que isto seria uma quase novela! As personagens vão sendo comuns na história e eu gosto disso.

Foi com grande entusiamos que comecei a leitura e sempre certa de que iria adorar descobrir mais informações sobre Edilean a pacata vila e miss Edilean que deixou a mansão a Jocelyne. Confesso que o primeiro livro que comprei foi pela capa. Adorei os tons lilases se bem que não sou muito fã do cheiro da alfazema.

Uma história de duas vidas, Miss Edilean e Joyce, passado e futuro. Uma pequena cidade, duas fantásticas histórias de amor. Qual o final? Surepreendente, separados pela guerra e uma história de amor jamais terminada... Gostei muito das duas histórias de amor retratadas, de preferência a de Miss Edie, é que realmente ela viveu uma vida deveres emocionante e a vida amorosa não ficou atrás! Pena o final não ter sido mais feliz, estava tão perto mas tão longe do seu amor e toda a vida viveu com saudade.


A história é-nos contada com muito humor à mistura e o trio Joce – Ramsey e Luke dão-nos muitos bons momentos de diversão. No fim Joce sabe que se perdeu de amores por um deles, mas até chegar a essa conclusão vamos ter alguns momentos engraçados.


Recapitulando espero nos próximos livros ter mais informação sobre a história de Miss Edie, sobre a vila, sobre as vizinhas de Joyce... Com o tipo de escrita de Jude Deveraux certamente vão ser fáceis de ler!

Uma história de duas vidas, Miss Edilean e Joyce, passado e futuro. Uma pequena cidade, duas fantásticas histórias de amor. Qual o final? Surepreendente, separados pela guerra e uma história de amor jamais terminada...

Período de Leitura: 29 Maio a 2 Junho

Nota: 4 estrelas


08/07/2016

5. Leituras de Maio: O lago perdido, Sarah Addison Allen


Título: Lago Perdido


Autora:  Sarah Addison Allen


Edição ou reimpressão: 07-2014


Editor: Quinta Essência


Páginas: 280


 


Sinopse:


A primeira vez que Eby Pim viu Lago Perdido foi num postal. Apenas uma fotografia antiga e algumas palavras num pequeno quadrado de papel pesado, mas quando o viu soube que estava a olhar para o seu futuro.


Isso foi há metade de uma vida. Agora Lago Perdido está prestes a deslizar para o passado de Eby. O seu marido George faleceu há muito tempo. A maior parte da sua exigente família desapareceu. Tudo o que resta é uma velha estância de cabanas outrora encantadoras à beira do lago a sucumbirem ao calor e à humidade do Sul da Georgia, e um grupo de inadaptados fiéis atraídos para Lago Perdido ano após ano pelos seus próprios sonhos e desejos.


É bastante, mas não o suficiente para impedir Eby de abrir mão de Lago Perdido e vendê-lo a um empreiteiro. Este é por isso o seu último verão no lago… até que uma última oportunidade de reencontrar a família lhe bate à porta.


 


Opinião:

 

Uma história encantadora, como todas as outras de Sarah Addson Allen. Uma história de renascimento, de passado e de futuro. É sobretudo uma história que fala da recuperação da dor da perda de alguém querido, de marcos de vida misturada com um pouco de fantasia e sobrenatural a que a autora já nos habituou.

 

A história centra-se em duas personagens centrais Kate e Eby. Kate recentemente acordou da dor de ter perdido e marido e recupera a pouco e pouco a sua vida, no entanto procura um rumo a dar-lhe. Já Eby decide fechar o seu retiro no lago por se sentir cansada e estar a perder o interesse na gestão de uma estância de férias. E é aí que o seu destino se cruza com o de Kate, e o destino conspira para uma mudança de vidas.

 

Uma história linda sobre amor, amizades, dor, sacrifício e decisões... “(…) Eby sabia muito bem que existia uma linha ténue quando se tratava da dor. Se a ignoramos, ela vai-se embora, mas depois volta sempre quando menos se espera. Se a deixamos ficar, se lhe arranjamos um lugar na nossa vida, ela fica demasiado confortável e nunca mais se vai embora. Era melhor tratar a dor como se fosse um hóspede. Aceitamo-la, servimo-la e depois mandamo-la seguir o seu caminho. ”

Kate conhece um novo amor, Eby que também conhece a dor de perder o seu companheiro de vida, liberta-se para viajar e a sua estranha amiga Lisette encontra o amor libertando-se da sua “maldição das palavras”. Um romance terno e doce com alguma magia pelo meio.

 

Nota: 4  estrelas

 

Período de Leitura: 27 a 29 de Maio

 

01/07/2016

4. Leituras de Maio: A livraria dos finais felizes, Katarina Bivald


Título:  Livraria dos Finais Felizes - Katarina Bivald

Katarina Bivald

Edição/reimpressão: 2016

Páginas: 528

Editora: Suma de Letras

 

Sinopse:

Bestseller do The New York Times

"Uma história comovente sobre o poder transformador da literatura." Revista People

"Originalmente cativante.... doce, peculiar." Jornal The Washington Post

Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras. Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Tímida e insegura, só se sente à vontade na companhia de um bom livro e os seus melhores amigos são as personagens criadas pela imaginação dos escritores, que a fazem viver sonhos, viagens e paixões. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel. A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro. E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustada turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, uma dose de auto-ajuda e, talvez, um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas gente, mas de grande coração, encontrará amizade, amor e emoções para viver. E finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.

 

http://www.bertrand.pt/ficha/a-livraria-dos-finais-felizes?id=17610890

 

Opinião:

 

Arrebatante, encantador... um dos livros da minha vida pelas palavras ternas, confortantes e desafiantes na forma de carta que nos são transmitidas. Este livro é um simbolo de que as mudanças podem trazer algo bom, inesperado e uma bela história de amor!

 

Quando vi o livro nas prateleiras do supermercado, fiquei curiosa... Não o comprei logo de seguida, pois quem me conhece sabe que gosto de comprar os livros mais em conta no OLX. Mas assim que ele chegou já não resisti! E adorei. É um bom romance para as férias, um livro com muitas páginas mas de leitura fácil.

 

Este é “o” livro para os livrólicos, sim aquelas pessoas que vive e respiram livros, que ficam felizes por receberem livros e mais livros, que já não têmm espaço em casa para mais livros e que têm livros para ler mas mesmo assim ainda compram mais livros.

 

A história principal anda em torno da comunicação por carta de duas apaixonadas por livros que se cruzam por acaso virtualmente, uma na Suécia e outra nos Estados Unidos. E decidem conhecer-se. Assim começa a viagem de Sara, que vai conhecer a sua correspondente... mas uma triste surpresa desencadeia toda a história seguinte. Sara vai mudar a pequena vila com a sua presença, ali vai sentir-se mais viva do que nunca e dar um caminha inesperado à sua vida.

 

A história está muito bem construída, a autora prende-nos pelas suas descrições profundas e particulares de cada personagem. Broken Wheel está claramente presente na minha mente, a descrição foi tão exacta que consigo “ver” as loja, os habitantes... E é a partir daqui que conhecemos também a história de Sara e Amy e a sua improvável amizade, amizade esta que surgiu pelo amor que ambas nutrem pelos livros e pela literatura. Mas e como todo o bom livro de romance que se preze acompanhamos a história de amor de Tom e Sara, que sem saber estavam destinados um ao outro...

 

E os livros? Vê-se que a autora também tem uma verdadeira paixão por livros e isto é mencionado no livro de uma forma muito interessante: Consegues senti-lo? O cheiro de livros novos. Aventuras por ler. Amigos que não conheceste, horas de escape mágico à tua espera.

Depois de ler o livro fiquei com curiosidade em ler muitos dos autores mencionados e fiquei com muita pena de não ter assim uma correspondente litérária, hoje em dia, já não se escrevem cartas... E para quem gosta de livros definitivamente este é um livro a ler, reler e voltar a ler J

Período de Leitura: 22 a 24 Maio

Nota: 5 estrelas


 

24/06/2016

3. Leituras de Maio: A rapariga do comboio, Paula Hawkins


Título: A Rapariga no Comboio

Autora: Paula Hawkins 

Edição ou reimpressão: 06-2015

Editor: TopSeller

Páginas: 320

 

Sinopse

O êxito de vendas mais rápido de sempre.
O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia...

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.

https://www.wook.pt/livro/a-rapariga-no-comboio-paula-hawkins/16448613

 

Opinião:

 

Este livro não estava nos meus planos de leitura, foi muito badalado na altura que saiu, mas eu acho (e continuo a achar) que os thriller não são para mim, sou muito curiosa, tenho dificuldades em controlar o desejo de avançar as páginas até ao fim (sim osu deste tipo de leitores...). Confesso que me foi difícil começar esta leitura, isto porque tinha andado agarrada aos romances históricos e o início do livro pareceu-me muito banal. Depois de o ler fiquei com a noção de que este se afasta dos tradicionais livros de mistério. A autora investiu muito tempo na descrição dos personagens e nos tipos de relacionamento que se estabelecem entre as pessoas, as rotinas, os hábitos, os tiques, os pontos fortes, as fraquezas os elementos desencadeadores de grandes mudanças.

 

O livro tem uma personagem central, sofredora, amarga e de mal com a vida, Rachel. Divorciada, desempregada, alcoólica em negação e depressiva. Os motivos? Um marido que a abandonou, o facto de não poder sem mãe e uma vida sem perspectivas já que tinha sido traída pelo marido. Rachel vive presa a uma rotina, a uma falsa vida que insiste em manter. Todos os dias apanha o comboio para Londres. Conhece cada trecho do caminho, observa os mesmos locais, as mesmas casa, e imagina a vida perfeita de um casal que vislumbra por vezes. Esta “realidade” assombra-a pois ela já tinha tido uma vida assim anteriormente: prfeita e feliz e agora? A antítese disso.

 

Rachel vive “obcecada” com o ex marido e a sua nova perfeita família. Ela perdeu tudo e ele ficou com tudo: casa, nova mulher, uma filha recém-nascida... e ela? Nada! Só histórias de felicidade perfeitas criadas na sua imaginação e uma vida arruinada. Um dia ela apercebe-se de algo fora da rotina na casa do casal que observava e apercebe-se de que algo está errado. Envolve-se na investigação da polícia e ao mesmo tempo ela tenta mudar, e tentar perceber porque tem “brancas”, falhas de memória que a impedem de compreender o desenrolar daquela história.

 

Em torno da história de Rachel temos a história de Megan, casada com Scott, uma mulher pouco satisfeita com a vida, que parece ter, pelo que Rachel vê da janela do comboio, um casamento carinhoso e cheio de amor. No entanto, trai o marido com vários homens, incluindo Kamal o médico a quem recorre para tentar resolver os seus problemas de angústia. Há ainda Anna, a actual mulher de Tom (ex marido de Rachel) que vive aterrorizada pela perspectiva de Rachel fazer mal à sua família. São as vidas destas três mulheres e destes três homens que vamos ver retratadas ao longo do livro.

 

Num relato algo impreciso, por parte de Rachel,  chegamos a um final já esperado, pois não foi muito difícil compreender que era o vilão da trama, os sinais estavam lá, era só preciso analisá-los. Gostei muito do livro, acho que algumas reacções à trama foram algo exageradas. Foi um livro “do momento” e muito falado, com uma história envolvente e que nos prende do início ao fim.

 

Período de Leitura:  9 a 14 de Maio

 
Nota: 5 estrelas

20/06/2016

2. Leituras de Maio: Um avião sem ela, Michel Bussi


Título: Um Avião sem Ela

Autor: Michel Bussi 

Edição ou reimpressão: 09-2014

Editor: Bertrand Editora

Páginas: 432

 

Sinopse

1980. Na sequência de um trágico acidente de avião nas montanhas, as equipas de salvamento encontram apenas um sobrevivente: um bebé de três meses. Mas iam dois bebés de três meses no avião, duas meninas, ambas louras, de olhos azuis. Qual delas é a sobrevivente?
As duas famílias, de meios completamente distintos, disputam violentamente a custódia da menina e cabe a um juiz determinar se ela é Emilie ou Lyse-Rose. Para que se declare uma das meninas viva, a outra tem de ser declarada morta. Numa época anterior aos testes de ADN, ninguém sabe se a decisão tomada está correta.

Dezoito anos mais tarde, um detetive privado alega ter chegado ao fundo da questão, mas depois é assassinado. Toda a sua pesquisa está registada num caderno que deixa. Um Avião sem Ela é a história de uma investigação para descobrir a verdadeira identidade do bebé sobrevivente e o efeito que esta história trágica teve nos membros da família que continuam a disputá-lo.

 

https://www.wook.pt/livro/um-aviao-sem-ela-michel-bussi/15891612

 

 

Opinião:

 

Numa palavra: envolvente, fiquei apanhada pela história desde o início. Confesso que foi muito difícil não ir ao fim do livro para saber mais antes de lá chegar. É por isso que me é muito difícil fazer este tipo de leituras, sou curiosa demais!

 

O livro retrata-nos a história trágica de um voo proveniente da Turquia e da sua única sobrevivente: uma pequena bebé de 3 meses, loura de olhos azuis. A disputa que vai haver em torno dela para descobrir a qual família pertence se à pobre família Viral ou se à rica família Carville.

 

Quem é esta menina Lyse-Rose ou Emilie? Toda a sua vida ela foi um misto das duas meninas, nunca se sentiu uma só pessoa. Na actualidade acompanhamos a busca pela verdade do que se sucedeu naquele voo e dos acontecimentos dos dezoito anos seguintes pela “voz” de Crédule Grand-Duc, o detective contratado para decobrir quem era a sobrevivente.

 

A resposta apareceu 18 anos depois nas paginas de um jornal envelhecido sem que Grand-Duc procurasse a resposta. E é tão curiosa como perturbadora... Uma escrita arrebatadora, envolvente e que não nos permite muitas pausas na leitura.

Período de Leitura: 16 a 30 de Maio

Nota: 4 estrelas